Dívidas⏱ 5 min de leitura

Como sair das dívidas: o passo a passo que funciona

Como sair das dívidas em 6 passos: mapear o que deve, parar de afundar, trocar por juros menores, negociar e escolher entre avalanche e bola de neve.

Por Equipe Lastro ·

Resposta rápida

Para sair das dívidas: 1) liste todas, com valor, parcela e juros ao mês; 2) pare de fazer dívida nova; 3) troque as mais caras por crédito mais barato, como portabilidade ou consignado; 4) negocie com os credores por canais oficiais, só aceitando parcela que cabe; 5) ataque uma dívida por vez, começando pela de maior juro (avalanche) ou pela menor (bola de neve); 6) monte uma reserva para não voltar ao vermelho.

Por onde começar a sair das dívidas?

Pelo mapa. Ninguém sai de um buraco sem saber o tamanho dele. Pegue papel ou uma nota no celular e liste todas as dívidas: para quem deve, quanto falta, valor da parcela e juros ao mês. Depois, veja quanto sobra por mês para atacá-las além das parcelas mínimas.

DívidaSaldoJuros ao mês
Cartão (rotativo)R$ 1.800cerca de 13%
Cheque especialR$ 900até 8%
Empréstimo pessoalR$ 4.500cerca de 4%

Com a lista na mão, fica claro onde o dinheiro está vazando. Neste exemplo, o cartão é o incêndio: é a menor dívida em reais, mas a que mais cresce.

Passo 2: pare de afundar

Não adianta tirar água do barco com o furo aberto. Enquanto estiver quitando, pare de usar o cartão e o cheque especial. Se precisar, peça para reduzir o limite. Corte o que der do balde dos desejos por alguns meses: cada real liberado vira munição contra os juros.

Pagar só o mínimo do cartão não é pagar a dívida: o resto vai para o rotativo, o juro mais caro do Brasil.

Passo 3: troque dívida cara por dívida barata

Dívida de cartão e cheque especial pode ser trocada por crédito bem mais barato. A portabilidade é um direito seu: outro banco quita a dívida no atual e você passa a pagar a ele, com juros menores. Consignado e crédito com garantia (de imóvel ou veículo) costumam ter as menores taxas.

Compare sempre pelo CET (Custo Efetivo Total), que soma juros, IOF, tarifas e seguros. Duas propostas com a mesma taxa podem ter CET bem diferente. E só vale trocar se você parou de fazer dívidas novas; senão, o limite liberado vira mais um buraco.

Passo 4: negocie com o credor

Para o banco, dívida parada é prejuízo. Por isso, dívidas antigas e pagamento à vista costumam ter descontos grandes. Plataformas como o Serasa Limpa Nome e os feirões e mutirões de renegociação juntam várias ofertas num lugar só.

  • Chegue com o número. Saiba exatamente quanto pode pagar por mês, com folga.
  • Só assine o que cabe. Quebrar um acordo costuma piorar tudo: o desconto some e a dívida volta cheia.
  • Peça tudo por escrito e guarde o comprovante e o termo de quitação por pelo menos 5 anos.
  • Cuidado com golpe. Negocie só pelo app oficial do banco, pelo site do credor ou por plataformas que você acessou digitando o endereço. Boleto de “negociação” recebido por mensagem é o golpe mais comum.

Passo 5: avalanche ou bola de neve?

Com o mínimo de todas em dia, o dinheiro extra vai para uma dívida por vez. Existem dois métodos:

  • Avalanche: ataque primeiro a dívida de maior juro. É o método matematicamente mais barato.
  • Bola de neve: ataque primeiro a de menor saldo. Você quita uma rápido, sente que está funcionando e ganha ânimo para a próxima.

A melhor estratégia é a que você consegue manter. Mas, quando uma das dívidas é cartão ou cheque especial, a diferença de juros é tão grande que a avalanche costuma economizar muito. Quando uma dívida acaba, a parcela dela “rola” para a próxima.

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Veja em quanto tempo sua dívida acaba

21 meses

Você paga R$ 8.132,05 no total, sendo R$ 5.132,05 só de juros.

Pagando o dobro (R$ 800,00): 6 meses e R$ 3.902,73 a menos de juros.

Mexa nos números: o resultado muda na hora. Simulação educativa, não é recomendação.

E se a dívida não cabe mais no salário?

Se, mesmo cortando tudo, as parcelas comem o básico para viver, você pode estar em situação de superendividamento. Desde 2021, a Lei do Superendividamento (Lei 14.181/2021) permite pedir, no Procon ou na Justiça, uma audiência com todos os credores ao mesmo tempo. Dali sai um plano de pagamento de até 5 anos que preserva um mínimo para você viver.

Não é perdão da dívida, é um jeito de pagar que caiba. E esses canais não cobram nada: desconfie de quem cobra caro para “limpar seu nome”.

Passo 6: não voltar para o vermelho

Quitou? Agora o dinheiro que ia para as parcelas monta a sua reserva de emergência. Sem ela, o próximo imprevisto vira dívida de novo e o ciclo recomeça. A ordem que funciona: quitar o que é caro, montar a reserva e só então investir para o longo prazo.

No Lastro, a trilha Dívidas e crédito tem lições curtas sobre cartão, rotativo, CET, score, nome sujo, negociação e superendividamento, com exercícios para você treinar as contas antes de sentar para negociar.

Teste rápido

Pegou a ideia? Responda três perguntas

Tiradas da lição “Sair das dívidas” do Lastro. Você vê na hora se acertou e por quê.

🎯 Escolha uma

Dívidas: cartão R$ 5.000 a 13% ao mês, consignado R$ 8.000 a 2% ao mês, amigo R$ 500 a 0%. Pela AVALANCHE, qual atacar primeiro com o dinheiro extra?

Trilha Dívidas e crédito

Aprenda isso na prática, um pouco por dia

No Lastro, “Sair das dívidas” é uma lição curta, com exercícios e explicação de cada erro. Grátis, no celular, com sequência e pontos para manter o ritmo.

Perguntas frequentes

Nome sujo some depois de 5 anos?

O registro nos cadastros de inadimplentes (Serasa, SPC, Boa Vista) precisa sair depois de 5 anos. Mas a dívida não some: o credor ainda pode cobrar e lembrar do calote na hora de dar crédito.

Vale a pena pegar um empréstimo para quitar dívidas?

Só se o novo crédito tiver CET bem menor que o da dívida atual e você parar de fazer dívidas novas. Trocar rotativo por consignado ou portabilidade costuma valer muito a pena.

Qual dívida pagar primeiro?

Pelo método avalanche, a de maior juro (normalmente cartão e cheque especial). Pelo bola de neve, a de menor valor. Contas que mantêm a vida funcionando, como aluguel, luz e água, vêm antes de todas.

É verdade que ninguém pode ser preso por dívida?

Por dívida de consumo, sim, ninguém é preso no Brasil. A única exceção é pensão alimentícia. Ameaça e exposição na cobrança são abusivas e podem ser denunciadas ao Procon.

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Conteúdo educacional do Lastro, revisado em 28 de setembro de 2026. Não é recomendação de investimento nem consultoria financeira. Regras e taxas mudam: confira sempre as condições atuais antes de decidir.