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Selic caiu para 13,75%: o que muda no seu dinheiro

O Copom cortou a Selic para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido. Veja o que muda na renda fixa, na poupança, nas dívidas e o que fazer agora.

Por Equipe Lastro ·

Resposta rápida

Em 16 de setembro de 2026, o Copom cortou a Selic de 14% para 13,75% ao ano, o quinto corte seguido desde março (ela estava em 15%). Na prática: a renda fixa pós-fixada passa a render um pouco menos daqui pra frente, a poupança não muda (segue em 0,5% ao mês mais TR enquanto a Selic estiver acima de 8,5%) e os juros do cartão e do cheque especial quase não se mexem. A próxima decisão é em 3 e 4 de novembro.

O que o Banco Central decidiu

O Copom, o comitê do Banco Central que define a taxa básica de juros, reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e já era esperada pelo mercado. Desde março, foram cinco cortes de 0,25 ponto: de 15% para 13,75%.

Segundo a ata da reunião, o motivo foi a economia desacelerando nos setores que dependem de crédito e a inflação perdendo força nos últimos meses. Ao mesmo tempo, o BC avisou que segue cauteloso: a inflação ainda está acima do centro da meta (3%) e as expectativas não estão ancoradas. Por isso, os cortes vêm devagar.

Próximas reuniões do Copom em 2026: 3 e 4 de novembro e 8 e 9 de dezembro.

Por que o BC mexe nos juros?

A Selic é o principal freio da inflação. Juro alto deixa o crédito caro, as pessoas e empresas compram menos, e os preços sobem mais devagar. Juro mais baixo faz o contrário: o crédito barateia e a economia ganha fôlego, com o risco de a inflação voltar a acelerar.

É por isso que o BC corta aos poucos: ele quer aliviar a economia sem perder o controle dos preços. Para o seu bolso, o que importa é entender quem ganha e quem perde quando a Selic cai.

O que muda nos seus investimentos

Investimentos pós-fixados (Tesouro Selic, CDB que paga % do CDI, contas remuneradas) acompanham a taxa do momento. Quando a Selic cai, o CDI cai junto, e o rendimento diminui daí em diante. Nada do que você já ganhou é perdido.

🧮 ExemploR$ 10.000 a 100% do CDI, por um ano (valores brutos)
  1. Com a Selic em 15% (CDI perto de 14,9%): cerca de R$ 1.490
  2. Com a Selic em 13,75% (CDI perto de 13,65%): cerca de R$ 1.365
  3. Diferença: uns R$ 125 a menos no ano, antes do Imposto de Renda

Mesmo com o corte, 13,75% ainda é um juro alto, bem acima da inflação. A renda fixa continua pagando um ganho real bom, então não faz sentido sair correndo dela por causa de 0,25 ponto.

Já os títulos prefixados e os atrelados à inflação (IPCA+) funcionam diferente: a taxa fica travada no dia da compra. Se os juros continuarem caindo, quem comprou antes garante a taxa maior até o vencimento. O cuidado: se você precisar vender antes do prazo, o preço oscila e pode haver perda. Por isso eles servem para dinheiro de longo prazo, nunca para a reserva de emergência.

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Mexa nos números: o resultado muda na hora. Simulação educativa, não é recomendação.

E a poupança?

Não muda nada por enquanto. Pela regra, com a Selic acima de 8,5%, a poupança rende 0,5% ao mês mais a TR. Ela só passa a render menos (70% da Selic mais TR) se a Selic cair até 8,5% ou abaixo, o que está longe de acontecer.

Isso cria um teto: com a Selic alta, a poupança rende bem menos que 100% do CDI, mesmo sendo isenta de IR. Um Tesouro Selic ou um CDB de liquidez diária que pague 100% do CDI costuma render mais, com a mesma facilidade de resgate.

E as suas dívidas?

Aqui está a parte que pouca gente entende: os juros do cartão quase não seguem a Selic. O rotativo cobra centenas de por cento ao ano, então um corte de 0,25 ponto na Selic é um grão de areia nessa conta. Quem está no rotativo do cartão não deve esperar alívio dos cortes.

  • Cartão rotativo e cheque especial: praticamente não mudam. Sair deles continua sendo prioridade.
  • Empréstimo pessoal e consignado: podem baratear aos poucos nas próximas contratações. Vale comparar o CET antes de fechar.
  • Financiamentos novos (carro, imóvel): tendem a ficar um pouco mais baratos ao longo dos próximos meses. Contratos já assinados com taxa fixa não mudam.

O que fazer agora

  1. Tem dívida cara? Ela rende contra você muito mais que qualquer investimento rende a favor. Comece por ela: veja como sair das dívidas.
  2. Reserva de emergência continua no pós-fixado com liquidez diária (Tesouro Selic ou CDB 100% do CDI). Corte de juros não muda isso.
  3. Dinheiro de longo prazo pode ter uma parte em prefixado ou IPCA+, se você entende que o preço oscila no caminho e pretende levar até o vencimento.
  4. Não tome decisão pela manchete. Um corte de 0,25 ponto muda pouco no mês; o que muda sua vida é o hábito de guardar e investir todo mês.
Selic caindo: pós-fixado rende um pouco menos, prefixado travado antes ganha, poupança igual, cartão igual.

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Perguntas frequentes

Qual é a Selic hoje?

13,75% ao ano, definida pelo Copom em 16 de setembro de 2026. A próxima reunião é em 3 e 4 de novembro.

A Selic vai continuar caindo?

O Banco Central não se comprometeu. Disse que a extensão dos cortes depende da inflação e da atividade econômica. O mercado espera cortes pequenos, de 0,25 ponto, nas próximas reuniões.

Com a Selic caindo, ainda vale investir em CDB e Tesouro Selic?

Sim. Com a Selic em 13,75% e a inflação bem abaixo disso, a renda fixa pós-fixada segue pagando um ganho real alto, além de ser o lugar certo para a reserva de emergência.

A queda da Selic baixa os juros do cartão?

Muito pouco. Os juros do rotativo e do cheque especial são muito mais altos que a Selic e quase não reagem aos cortes. A saída para quem está nessas dívidas é trocar por um crédito mais barato ou negociar.

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Conteúdo educacional do Lastro, revisado em 1 de outubro de 2026. Não é recomendação de investimento nem consultoria financeira. Regras e taxas mudam: confira sempre as condições atuais antes de decidir.